segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Tempo
Essa.
Ando por outras bandas.
Hoje.
Seis meses que me separei.
Um mês que fiquei com J. pela primeira vez.
Avistei W., o ex-marido pela primeira vez em.
Seis meses.
A vida continua com risadas e as primaveras coloridas.
As mesmas.
Mas em outra floração.
Diferentes, pois.
sábado, 16 de outubro de 2010
Bem S.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Morreu
Programa de mulher. Casa de E. Várias amigas. Amadas.
Cerveja e história de sacanagens. Risos.
Amiga com buceta que morreu por excesso de uso. Gargalhadas.
Brindamos e bebemos todas as cervejas e mais uns whiskies em honra à morta.
Enfim, nada de novo no front.
E eu, bêbada de marré descer.
Como eu disse....
Pequenas notícias
Não está sendo fácil adaptar-me a viver novamente com minha mãe. Apesar de não parecer, sou uma pessoa silenciosa. Já minha mãe acorda falando. E exige respostas. Eu canso e saio. E não volto durante vários dias. Sem computador e sem barulho.
Por isso o silêncio aqui durante. Precisava nada contar, nada saber. Nada a declarar.
Ontem voltei. E hoje, uma terça com cara de Domingo animo-me a escrevinhar pequenas notícias aqui do País das flores em excesso.
- Nem sempre com J. Mas quase.
- Sábado foi o aniversário do amigo-amado. Disseram que eu fui provavelmente a pessoa que mais curti a festa. Um dos motivos talvez tenha sido que já estava vindo da comemoração do aniversário da outra S. Cerveja em excesso. Eu e minha querida vida social.
- O atelier está arrumado. Meu quarto também. Infelizmente apenas os objetos estão no lugar. Eu continuo meio sem saber onde encontrar-me. Preguiça de abrir gavetas. Então os pesadelos me assustam. As verdades transpiram à noite. Sonhei com o ex-marido e acordei chorando.
- Penso na borboleta amada, para quem prometi declarações e afagos. Queria conversar com minha amiga com os pés enfiados na areia de Canoa Quebrada. Queria que o medo passasse. Que nem tudo fosse fragmento e dor. Sim, eu sei que não é. Mas hoje sou só lamento e saudade do futuro.
- Um dia eu volto quem sabe...
- Amém.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Saquem seus lencinhos!
Saquem seus lencinhos!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Sabotagem
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Pressa
Ontem, depois de quatro dias quase sempre juntos, neguei almoçar com J. Ou vê-lo.
Me isolei na minha bolha de individualidade. Cama. Sono. Sonhos. Horas depois, recebi uma mensagem no celular na qual ele se declarava apaixonado. Meu primeiro pensamento foi: Como assim, Bial? Já?
Depois, vários outros pensamentos desordenadamente se sucederam. Até que consegui enxergar-me nessa versão masculina de pressa sentimental. Entendi porque a passionalidade é uma característica que assusta. Em mim. E nos outros.
Parece que estamos tão acostumados (ou pelo menos eu estou) a passar impunemente pela vida e pela cama alheias, que qualquer reação mais forte a esses atos é um motivo de puxar o freio de mão e ligar o pisca-alerta.
Então hoje acordei assim. Estacionada no canteiro da pista. Sem saber aonde ir e sem mapa no porta-luvas.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Que
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Uma bossa nova
Esse final de semana foi repleto da presença de J.
Acordar e dormir e acordar ao lado de alguém me causou sentimentos contraditórios. Por vezes uma quase felicidade preguiçosa, em outras uma angústia ao não poder me esparramar no meu colchão de casal. De sentir-me invadida nas minhas defesas com delicadezas e cuidados.
E houve desvelares, personagens foram desconstruídos. Me flagrei numa idéia de doçura em que não me reconheço há tempos.
- Foi só prestar atenção em como você atende os telefonemas das pessoas que gosta, S.
Enfim, vamos ver o que acontece.
Não quero mais pressas nem presságios. Quero é o conforto do coração batendo em ritmo de bossa-nova. Amém.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Passarinho
Ontem fui dormir muito, muito cedo. Antes recebi a visita da minha amada mãe com mimos e conversas.
E sim, recebi uma mensagem linda de J. Depois um telefonema.
Amiga leãzinho também ligou depois de dias sem nos falarmos por conta de uma briga. Conversas, novidades e paz. A outra S. me chamando para sair da toca. E. e C. idem.
Mas é que os pedreiros tinham arrancado a grade da minha varanda, chegou um aviso de corte da minha energia, recebi e-mails chatos, a conta está negativa, estou com medo do futuro. Queria só cama e descanso. Então como disse, dormi e dormi e dormi.
Acordei antes do sol, varri a poeira que tomou conta da casa, passei pano nos medos todos. Daqui a pouco vou trabalhar tentando enxergar além dos problemas. Além do meu próprio umbigo.
Mas oxalá. tudinho passa. E como diz o poeta: Eu passarinho.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Liga pra mim, não, não liga pra ele...
Ontem ganhei meus presentes made in zoropa. Um colar lindo, lindo, um porta-bilhetes-retratos de coração e um toblerone. Coloquei um pretinho básico, meu mimo no pescoço e e fiquei bem lindinha e cheirosa para o reencontro do amigo-amado e da amiga-esposa. Depois dos gritos, beijos, abraços e presentes distribuídos entre meus fofinhos, fomos os três para o bar ao lado da universidade. Antes, J. tinha ligado para mim e eu comentara que estaria num jantar, já que queria curtir meus amores sozinha um tempinho.
Quem diabos é J.? perguntarão vocês. Bom, J. é um cara que dei uns beijos no Sábado. Nada surpreendente além das mensagens mimosas again e do tal telefonema em que anunciava vontade de me ver naquela noite mesmo. Então pensei encafifadamente: É verdade mesmo? É só você não transar com o cara na primeira vez que eles ligam?
Decidida a elucidar minha dúvida cruel mandei uma mensagem de texto lá pelas dez da noite. J. foi nos encontrar já em outro bar, onde já eu estava sentada comportada e meigamente numa mesa tomando cerveja com meus amores, a outra S. e dois dos cães que habitam o inferno. Traduzindo para os iniciantes neste blog: Dois dos cães que habitam o inferno= dois caras com quem eu já tive algum envolvimento a nível de.
O circo estava armado, pois.
A outra S. beijou um deles, o menino bonito. Eu pisei no pé dele. Então eu beijei J. Um dos cães foi embora. Algum tempo depois me liga: Comprei sushi para você. Estou indo te buscar agora. Eu: Tá doido, meu nego? Um terceiro cão (este ausente do espetáculo ao vivo) também liga: Comprei um vinho, vem para cá. Eu: tem, mas tá faltando. Foi nesse momento que tive vontade de cheirar meu suvaco para ver se estava exalando alguma fragância chama-homi. Foi nesse momento que J. ficou meio puto, eu acho.
Como assim, Bial? É só você estar acompanhada que neguinho te quer? E que chamariz é esse para canalhas, peloamordedadá? E porque eu, logo eu, pobre, pero limpinha estava sendo alvo de tanta cobiça? Seria considerada uma presa fácil para os predadores desta cidade? Quem sou eu? Onde estou? Onde está Wally? Oh! Quantas dúvidas fervilharam na minha cabecinha cacheada e bêbada na noite de ontem.
As últimas cervejas da noite foram religiosamente tomadas no pé-sujo amado onde encontramos o cara que botou minha onde não devia. Eu o confrontei com a pergunta que não queria calar. Porque? Não lembro o que ele respondeu. J. ficou mais puto um pouquinho.
Decidida a esquecer tantas perguntas sem respostas trago J. para casa comigo. Acordamos três da tarde com o barulho dos pedreiros e eu fui politicamente incorreta ao torcer para que o barulho caísse junto com eles do andaime. Alto. Acho que J. não vai mais me ligar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Coração levinho
Ontem foi dia de gargalhadas homéricas com amiga-esposa e E.
Fomos para o pé-de-cana que amamos e entre cervejas desfilamos “causos” sobre nós e sobre outros. Me arrependi de não estar com um gravador porque as pérolas foram muitas.
Só sei que acabamos a madrugada esperando numa parada passar algum ônibus abençoado que deixasse E. em casa, enquanto eu resmungava que não tínhamos mais idade pra essas coisas, comíamos uma quentinha de macaxeira e galinha com as mãos e um cachorro nos cuidava com olhares pidões.
Ainda assim não paramos de rir. Muito.
Dormi apenas duas horas e hoje fui trabalhar com olhos de coelhinho da páscoa. Mas sem nenhum arrependimento e com o coração levinho e colorido.
Para ler escutando tango
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Direto do túnel do tempo
domingo, 19 de setembro de 2010
De volta II
Euforia. Pulos. Abraços. Gritos. A saudade era tanta que ainda não passou. E hoje a amiga-esposa está na casa da mãe. Mas ontem, ah, ontem! Melhor nem falar nisso, até porque depois das duas da manhã eu não lembro de muita coisa mesmo.
sábado, 18 de setembro de 2010
Assobios
- Estou na frente do computador há oito horas.
- Desliguei o celular e não quis entrar no MSN. Ninguém entre mim e eu mesma.
- A casa está uma bagunça.
- Amiga-esposa chega amanhã das Oropa (já falei que a casa está uma bagunça?)
- Eu comprei uma garrafa de vinho e não sei como ela já acabou.
- Um dia eu ei de tomar banho. E arrumar a casa. E desligar o computador.
- Um dia eu paro de escrever merda.
- É, tá foda!

"Por mais que a parte formal e externa da separação tenha sido resolvida, o processo interno da separação ainda se estende por algum tempo, ao menos do ponto de vista emocional. Isso porque passamos, ainda que inconscientemente, por um processo de luto. Esse período varia em cada pessoa, podendo durar de seis meses a dois anos. O importante é se permitir elaborar cada uma das fases para poder se recuperar e reconstruir. É necessário elaborar a perda - sem negar -, aceitar a dor que o processo provoca, sem punir-se ou fugir do que estiver sentindo. Agora é o momento de fazer mudanças, uma verdadeira reforma emocional através da crise que está passando, elaborando e transformando seus sentimentos, pois só assim conseguirá reconstruir sua vida sob alicerces firmes e muito mais estáveis e seguros."
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Com Xico Sá eu caso II
Enfim, continuando... como já afirmei aqui antes, casar, casar mesmo só com o Xico Sá que acha que:
Só a lascívia embeleza uma fêmea;
só mesmo os povos embrutecidos pela superstição, reza o marquês, pode acreditar no contrário;
e acreditar no contrário é ir contra a nossa própria natureza.
Não é um fofo?
Pernambucanidades
O dia mistura as cores
Que voltam pro mesmo lugar
A incerteza me acompanhou
Onde eu tenha que passar
Eu sou o cativeiro do meu pensamento
Mas tiro meus pés do chão para poder sonhar
Se eu sou o cativeiro do meu pensamento
Porque tiro os pés do chão para poder sonhar?
Seu beijo sumiu do meu rosto
Meu sangue subiu a cabeça
Queria olhar para você
Mas sem ter que olhar para trás
Meu sorriso não é tão largo
Estou feliz mas às vezes choro
Jogo meu corpo no espaço
Ah, hoje faz...
Hoje faz um dia lindo de morrer...
Hoje faz um dia lindo de morrer...
Hoje faz um dia lindo de morrer...
Hoje faz um dia lindo de morrer...
Hoje faz um dia lindo de morrer...




