sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Saquem seus lencinhos!

Fundamos dia desses, eu e mais três amigos um coletivo artístico. Nosso trabalho é focado principalmente em vídeo arte e temos alguns projetos bem legais em andamento. Um deles tem a ver com as eleições e a sujeira metafórica e real que esse período traz aos centros urbanos. Apesar de já termos muito material só esperando ser editado, desde que começamos este trabalho, pensávamos em aproveitar o Domingo para uma perfomance que finalizaria este tal projeto especificamente. Então ontem, marcamos uma reunião de caráter emergencial na linda casa de pescador rústica de T. e B. o casal gay mais fofinho e amado do meu mundo colorido, para estabelecer um roteiro para a tal da coisa de artista doido.
Só que tem um pequeno problema em juntar um monte de gentes artísticas no mesmo espaço físico. Alguém sempre vai sugerir comprar uma cervejinha antes de falar sobre trabalho. A tal cervejinha logo se multiplicará em trocentas outras latinhas e garrafas de conteúdos e formatos variados. Ninguém sabe como, telefonemas acontecem, amigos surgem, gargalhadas tomam conta do ambiente e o roteiro para a tal ação acaba se transformando num vídeo onde muitas figuras bêbadas escrevem e recitam juntas poesias sem sentido.
Hoje acabei acordando quase meio-dia num colchão fininho, ao lado de J. (não tô namorando porra nenhuma viu Ricardo! Me respeite!) com a yorkshire de T. lambendo e mordendo minha mão e um conhecido gosto de cabo de guarda-chuva na boca. E tendo que entregar um projeto até as duas da tarde. Café, dor de cabeça e correria. Despacho o não-namorado que me deixa em casa para me transformar numa versão de “gente que faz”, como na propaganda do tal banco. Faltando cinco minutos para as duas consigo enviar um e-mail com o tal projeto em anexo (pausa para suspiro profundo).
Amiga-esposa chega em casa logo depois com caixas e mais caixas e estou escrevendo agora para logo em seguida começar a empacotar minhas coisinhas e paninhos de bunda. Sim, amores e amoras, estou voltando para a casa da minha amada madre na segunda (pausa para uma discreta lágrima que dramaticamente escorre em minha face).
Adeus farras em plena segunda ou vinhos nas madrugadas insones e solitárias. Adeus sexo com desconhecidos simpáticos no meu colchão no chão. Adeus sair para comprar cigarros altas horas da noite. Adeus receber a borboleta amada no meu AP de universitária. Terei que a partir da semana que vem me comportar como uma mocinha.
Mas... ainda tenho dois dias. Então João Pessoa, tremei!
(As fotos e o vídeo (feito para amiga-esposa quando ela estava nas Oropa) no post abaixo são pois, uma singela homenagem de despedida ao tempo passado aqui nesse apartamento de parede de sala laranja e pedreiros barulhentos. Quase um personagem neste blog. Saquem seus lencinhos, babys.)

5 comentários:

Marcantonio disse...

Pô, Adios Nonino é covardia. Rs. Que mais? Ah, com frequência, em arte, muitos coletivos não somam um, ao passo que um só, às vezes, equivale à muitos coletivos. Rs.

Abraço.

Borboletas nos Olhos disse...

Só pra constar já tenho 2 (dois), eu disse 2 (dois) cantos pra pernoitar fora as zilhões de pousadas e bancos de praça de JP. Pensas que vais se livrar de mim, pessoa? E, fazendo eco ao Ricardo (que está tão fofinho ultimamente que acho que foi abduzido e tem um et no lugar dele): tá namorando, tá namorando!

Leonardo Xavier disse...

Eu lamento informar, mas eu acho que a senhora tá namorando. E o pior de tudo é que com a volta para casa materna, vai virar aqueles namoros de varanda com a mãe de olho! kkkkk!

um abraço e se cuida S.

Mônica Wesley disse...

hauhauaha
Voltar pra casa de mamys depoius de viver alone é Freud, mas tem suas vantagens...

Sorte!
=*

Ricardo Chicuta. disse...

Acordou ao lado de alguém mais de 3 vezes é namoro.Na verdade estou com inveja.

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