domingo, 25 de abril de 2010

Morte

Comparar acabar um casamento a uma faxina de fim-de-ano (como fiz no post anterior) é querer simplificar a dor que sinto. Na verdade, essa comparação talvez tenha servido para que eu entenda um pouco do que aconteceu sem perder o poder de rir de mim mesma.
Mas acho que a comparação que melhor se encaixa nesse caso é o da morte de alguém que amamos. No meu caso específico esse ente querido, meu casamento de quinze anos, estava muito, muito doente e há muito, muito tempo. Já me disseram que algumas pessoas antes de morrer aparentam melhorar do mal que padecem. Isso confunde e faz com que a dor aumente quando esse alguém parte. Assim aconteceu comigo. Acreditei que os risos do último dia eram um sinal de que afinal de contas, nem tudo estava perdido. Me enganei.
Na verdade, se a comparação fosse se estender, digamos que eu desliguei os aparelhos do meu casamento moribundo. Fui embora. E aí vem a culpa, porque depois de tanto trabalho para cuidar dessa relação em fim de vida, você sente alívio por agora só ter que se preocupar consigo mesma.
Mas apesar disso, tem choros convulsivos, tem confusão, tem medo. Tem vazio.
Vazio.

2 comentários:

Caminhante disse...

Duro, hein? Tem coisas que são assim mesmo, tem que se curar sozinhas. E hoje é cada vez mais difícil fazer isso, porque nem tempo para sentir dor a gente tem. Força e obrigada pelo carinho. ;)

Dona Baratinha disse...

Amiga!! Separou?!?! Mas cuma???? Precisamos nos ver já e nos comunicar. Sabe que aqui em Recife tem uma horda que te ama né? Só não invente de ficar magra que nem da última vez senão te estapeio (e não vai ser de inveja).

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