domingo, 8 de agosto de 2010

Imatura

Ontem eu fiquei bêbada. Muito, mas muito, muito bêbada.
Comecei no chopp às sete da noite num shopping, com minha comadre e um amigo dela. A comadre foi embora, e continuamos, eu e o amigo dela nossa peregrinação etílica num boteco onde encontramos amiga A. e seus colegas de trabalho. Três horas depois nos despedimos de todos e seguimos os três em busca do menininho de A. Fomos para o bar perto da universidade. Fui convidada a cantar. Desafinei. Cantei baixo. Passei vergonha. Bebemos mais. Deixamos o amigo da comadre em casa e paramos num posto onde compramos duas garrafas de vinho e várias carteiras de cigarro. Viemos para minha casa e continuamos a beber.
Abri meu e-mail, taça na mão e o ex-marido tinha mandado uma mensagem seca, grossa e relativa à dinheiro.
Desabei.
Gritei muito.
Ódio. Raiva. Mágoa. Tudo veio à tona.
Respondi com grosseria ao tal e-mail. A amiga A., compreensiva e delicada que é me obrigou a sair da frente do computador e ver filme com ela e seu menininho.
Passei o dia hoje arrasada. Na cama. Vomitando no banheiro. Na cama. Vomitando no banheiro. Bebida mais explosões emocionais sempre cobram um alto preço.
Só agora é que tive coragem de verificar novamente minhas mensagens, a resposta do ex-marido ao meu desabafo bêbado e mal-escrito já estava lá. Entre outras coisas fui chamada de imatura, irresponsável, inconsequente e ingrata. Ele deve saber do que está falando.
Eu, só o que sei é que nada dói tanto quanto o final de um grande amor.

Um comentário:

Nandarica disse...

S., e é extamente essa ressaca moral que nos levanta pra novos olhares, descobertas e amores. No te preocupes, querida!
E sobre nosso Xico... ele está muito bem dividido e você, linkada, obviamente. Não sei se por problemas parecidos, mas já lhe vejo como uma grande amiga, quando quiser passar em férias em Lima é só avisar,ok? Besos!!!

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