terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Orgulho e amor

E de repente é como se uma mudança gigantesca houvesse ocorrido sem nenhum aviso.

Claro que as coisas aqui em casa não andavam muito bem e as discussões com minha mãe eram cada vez mais constantes. Isso estava me fazendo passar cada vez mais tempo longe, na casa dos amigos. E me feito precisar deles.

Mas foi apenas hoje, que aconteceu. Não sei definir o que desencadeou essa vontade de acordar cedo, fazer minhas contas (e tomar um susto), lavar as louças, fazer meu próprio café, planejar um futuro e uma vida mais leves, limpos. Mais amenos, talvez.

Juro que pensei até em caminhar, mas a chuvinha que está caindo acabou com meus planos.

Sei que fez parte reconhecer que digo sim demais, que gasto o que não tenho, que aceito qualquer coisa ou comportamento dos outros por alguma atenção. Ou resquício de amor.

O dia foi comum. Praia com a amiga-mestra que passou aqui demonstrando vontade de estar ao meu lado com essa atitude. Volta para casa e vontades de dormir cedo. J. ligou várias vezes e tomei a coragem de dizer não, não quero que você me ligue mais. Talvez tenha sido isso. Eu consegui, de alguma forma, bloquear o acesso irrestrito dos outros a mim. E porra, eu confesso, estou orgulhosa.

Matei meu orkut, bloqueei pessoas no MSN e exclui “amigos” no facebook, coloquei números no celular em modo de filtragem, deletei vários outros. Aproveitei e mandei um e-mail cobrando uma grana que me devem. Coisas simples, eu sei. Mas espero que seja um começo. Ou um fim.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Estratégia

Roubado daqui.

Bom tom

Comecei 2011 não com o pé direito como seria de bom-tom afirmar, mas enfiando ambos os pés na jaca.

Claro que já consegui meu primeiro machucado no joelho do ano. E no coração, porque é claro que também já me apaixonei perdidamente. Claro que já passou.

Enfim, merdas acontecem e eu há algumas semanas, solteirinha novamente, reencontrei um antigo affair. Daqueles que me tiraram o chão, me jogaram na parede e me chamaram de lagartixa.

E como sou uma imbecil, não nego, consigo repetir exaustivamente os mesmos erros. Novamente só podia der dado no que deu. Em nada.

Um dia, rezemos, eu aprendo, mas enquanto ele (o dia) não chega, já estou toda trabalhada na esperança de um the end com um outro cara que também tem tudo para não ser chamado de meu, mesmo que seja eu.

Falta muito para 2012, papai Smurf?


Em algum momento entre 2010 e 2011. O cara é o amigo R. No copo e no juízo, uísque.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lista

E cuidado com a farra, viu?

Você já fez sua lista de promessas para 2011?

Eu confesso, minha lista permanece inalterada há uns bons dez anos. Sinal de que nunca consegui cumprir muita coisa dela. Ou nada.

Enfim... bláblábláwisckas sachê, saúde, paz, alegria, amor, sexo, dinheiro e tudo de bom para vocês em 2011, amores e amoras.

Mas lembrem-se: de boas intenções o inferno está cheio. Meu segundo nome é abuso.

eu sou sim

Hoje foi foda. Foda mesmo.

Eu não sei mais como tentar entender.

Porque eu sou sim, sensível pra caralho.

Eu morro todos os dias em cansaços e dores.

Me enrosco em mim mesma e me mimo com a cantiga do não foi nada demais. Ou aquela outra do você vai aprender com isso. No meu limite eu entôo fudida, você vai se fortalecer com essa merda toda.

Mas eu canso de tentar entender. De tentar qualquer porra que seja. Porque eu sou legal, sabe? Sou mesmo. Assim... sabe... eu tenho amigas que me amam e uma outra porção de gente que me faz questão. Eu tenho três leitores fiéis e um monte de livros legais que ainda não lí. Eu tenho um cabelo lindo em cachos, faço as unhas e sou educadinha.

Mas eu posso ser tudo aquilo e mais. O que você quer?

Mentira, eu nunca mais vou atender. Nem entender.

E foi você que não atendeu, porra, e eu me tornei novamente aquela que não era querida, que não tinha as calças de marca, nem era cool o suficiente. Eu me fodo, me fodo e escrevo bêbada. Numa terça.

Eu morro, eu morro e não me entrego. Eu mensagiei dizendo parabéns hoje é seu aniversário e já que você não quis receber seu presente eu mandarei seda negra por envelope. Minha boceta e meu corpo não irão juntos. Somos amigos, ora porra!

Porque você não me quis?

Eu não respondo mais por mim. Não, eu não respondo....

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Amada

Há muito, muito tempo atrás eu tinha um blog. O texto abaixo foi escrito nele, em Abril de 2004.

Certas coisas nunca mudam...

"De Ontem à noite (depois de duas cervejas e escutando Astor Piazolla):

Eu já amei tanto e fui tão amada.
Como em um tango, com chatice de João Gilberto, com calor de reggae. Odiando Raul Seixas.
Eu já amei tanto e fui tão amada.
Com desenvoltura. Sem nenhuma compostura. Com terrores noturnos, ânsias de vômito, ardendo em febre. Sã. Doentemente.
Eu já amei tanto e fui tão amada.
Em vermelho e negro. De calcinha branca. Com vestido florido. Escondido. De primavera no cabelo e nua em pelo.
Eu já amei tanto e fui tão amada, que eu não poderia morrer hoje."

Pena


Soneto das Metamorfoses

Carlos Pena Filho

Carolina, a cansada, fez-se espera
e nunca se entregou ao mar antigo.
Não por temor ao mar, mas ao perigo
de com ela incendiar-se a primavera.

Carolina, a cansada que então era,
despiu, humildemente, as vestes pretas
e incendiou navios e corvetas
já cansada, por fim, de tanta espera.

E cinza fez-se. E teve o corpo implume
escandalosamente penetrado
de imprevistos azuis e claro lume.

Foi quando se lembrou de ser esquife:
abandonou seu corpo incendiado
e adormeceu nas brumas do Recife.


Amanhã é dia de voltar para João Pessoa.

Encontrei em Recife minhas amigas amadas de tantos anos atrás e para sempre em frente.

Nesses dias dei a guardar para minha coleção de lembranças, nos olhos e no coração a cidade que ainda amo (apesar de seus estranhos cheiros e prédios altos e excessivos que sufocam as tentativas de suspiros de saudades).

Fui feliz por uns dias em confraternizações e risadas. Triste em términos à distância e lágrimas. J.

Amanhã...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prometemos não chorar

Joelho ralado. Já falei por aqui que eu sempre caio? Pois é. Mesmo sóbria, o que não foi o caso em questão. Jaca madura é meu segundo nome.

J. disse que mesmo que eu faça plástica e fique irreconhecível é só procurar alguém desabando no meio da rua que me acha.

Hoje tem festa, amanhã também. Em Recife. Preguiça de arrumar as malas. Preguiça de tirar a camisola azul de freirinha virginal. Preguiça.

E para vocês meus amores e amoras, um clássico da música, porque eu sou fina, baby! Sorriam para esse lindo mundo cruel e sem piedade.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sombra


" O que em minha sombra te encanta?"


Eu nunca achei que ao procurar-te

entre verdes e laranjas e vermelhos

fosse perder-me.

Ainda tento me convencer,

quando irritada com mais um demorado silêncio:

Tenho uma vida legal e pessoas que amo

e que me amam.

Elas estão aqui, ao meu lado.

Ou bem perto.

E você que se foda com suas bruxas de estimação e terrores vãos.

Não preciso de suas poucas palavras.

Sobre mim.

Porque o que sabes acerca é sombra.

Não sou eu.

Não mesmo.


Mesmo sendo.


Ainda assim, enraivecida mostro-me e grito.

Porque quero que saibas e me vejas

nua em pelo e sem palavras.

Além dos escuros ou das luzes excessivas.


Quero-te em penumbra.

Em dias e noites.


Quero-te.


E não é simples.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O direito

Uma amiga minha estava quase apaixonada. O cara era massa, divertido, bom de cama e parecia realmente estar a fim. Muitos encontros, muito desejo, muita vontade. Depois de mais um fim-de-semana de sexo ardente, acontece o óbvio em se tratando da espécie masculina. Ela sai da casa do dito cujo no Domingo cercada de carinhos e beijinhos sem ter fim. Se encontraram mais tarde. Ele foi ali e já voltava. Adivinharam? Isso mesmo. O cara sumiu. Não atendeu o telefone nem naquele dia nem nos outros, não deu mais notícias. Escafedeu-se.

Minha amiga é uma dama. Não reagiu. Até ontem, mais de uma semana depois. Mandou uma mensagem desaforada. Ele deu retorno. Provavelmente não queria ficar tão mal no filme. Enfim...

Mesmo antes de minha amiga tomar a atitude de colocar os pingos nos is com o imbecil fujão, eu já tinha dado minha opinião. Somos, nós mulheres, em parte as culpadas por essa maestria masculina na arte de se fazer de doido e evaporar.

E sabe por quê? Fomos convencidas que temos que nos portar com dignidade, engolir sapos como se fosse caviar e ainda sermos simpáticas e educadas. Afinal somos adultas, emancipadas e legais, o sexo foi consensual e nós devemos realmente ter entendido errado, não é mesmo? Desde quando sair quase todo dia, trocar mensagens carinhosas, conhecer e conquistar nossos amigos significa compromisso? Somos loucas?

Caralho nenhum. Eu não sou louca e exijo de volta o direito ao chilique. Quero a garantia ao escândalo em bares com o bônus extra de jogar uísque na cara do sujeito. Quero me fazer de vítima, chorar em público, me dizer seduzida. O direito ao tabefe nele e na sirigaita que por acaso estiver acompanhando o canalha. A lei que me exima da responsabilidade caso risque carros, fure pneus, invada apartamentos, toque fogo em roupas ou quebre objetos na parede se ele se fizer de doido. Porque vejam bem, só o terror educa. Só assim eles vão reaprender a gentileza de ligar nem que seja avisando que um dia ele volta quem sabe mas só para dizer que não acredita mais em você, baby.

Vamos mobilizar o Brasil, quiçá o mundo nessa campanha. Vamos hastear bandeiras e organizar passeatas. Mulheres educadas, limpas e vacinadas, descabelem-se. A culpa não é sua, nem minha, nem da minha amiga. É a falta da baixaria que os acostumou mal.

Porque você só deixa de enfiar o dedo na tomada quando leva choque nenê, entendeu a mamãe? E tenho dito! Hunf!

E cantemos alto (aí do lado):


Muito Pouco

Paulinho Moska



Pronto

Agora que voltou tudo ao normal

Talvez você consiga ser menos rei

E um pouco mais real


Esqueça

As horas nunca andam para trás

Todo dia é dia de aprender um pouco

Do muito que a vida traz.


Mas muito pra mim é tão pouco

E pouco é um pouco demais

Viver tá me deixando louca

Não sei mais do que sou capaz

Gritando pra não ficar rouca

Em guerra lutando por paz

Muito pra mim é tão pouco

E pouco eu não quero mais


Chega!


Não me condene pelo seu penar

Pesos e medidas não servem

Pra ninguém poder nos comparar

Porque

Eu não pertenço ao mesmo lugar

Em que você se afunda tão raso

Não dá nem pra tentar te salvar


Porque muito pra mim é tão pouco

E pouco é um pouco demais

Viver tá me deixando louca

Não sei mais do que sou capaz


Gritando pra não ficar rouca

Em guerra lutando por paz


Muito pra mim é tão pouco

E pouco eu não quero ...


...veja


A qualidade está inferior

E não é a quantidade que faz

A estrutura de um grande amor

Simplesmente seja

O que você julgar ser o melhor

Mas lembre-se que tudo que começa com muito

Pode acabar muito pior


E muito pra mim é tão pouco

E pouco é um pouco demais


Viver tá me deixando louca

Não sei mais do que sou capaz

Gritando pra não ficar rouca

Em guerra lutando por paz

Muito pra mim é tão pouco


E pouco eu não quero mais

Pouco eu não quero mais.


Pouco eu não quero mais.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Desmoronamentos

Ontem às três da manhã mandei uma mensagem de celular para J. que dizia: “Eu acho que estou desabando. E depois de tantas reconstruções de mim mesma, os alicerces estão comprometidos.” Repeti a mensagem para Lú, com um adendo mais ou menos assim: “Não aguento mais artes. Penso em tentar Odonto, Direito ou sete anos no Tibet, o que você acha?”.

Entre dramas e dramas, a verdade é que estou cansada de verdade. Produzir um trabalho artístico com embasamento e conhecimento teórico, poética linear e clareza de propósito exige de você um mergulhar em águas muitas vezes profundas demais. Voltar à tona e escutar que deve tentar de novo e de novo e de novo, simplesmente toma todas as suas forças.

Desde que comecei o curso que faço agora mudei muitas vezes de direção por conta do convívio com a amiga-mestra. Ela, além de genial, também é minha orientadora. Até aí tudo bem. Só que nesse percurso, vi muitas pessoas com trabalhos medíocres que nunca escutaram ser necessário recomeçar, refazer, redimensionar, repensar. Outras vezes uma solução inteligente era repetida até a exaustão e considerada brilhante mesmo assim. Sempre pensei ser um privilégio participar da vida da amiga-mestra, escutar suas pérolas de sabedoria, ter acesso á sua biblioteca e sua vida, trabalhar e rir com ela. Mas ontem, depois de tentar umas impressões de uns trabalhos em fotografia da minha última série, chamada “algo escrito”, que é meu projeto artístico final e escutar que estas não serviam, o caminho não era esse ainda, eu simplesmente me dei por derrotada.

Não sei onde termina o processo de escutar orientações e ligar a tecla do ctrl+alt+foda-se. Talvez esse seja o meu problema. Talvez eu realmente não seja boa. Não sei... não sei... o negócio é que isso se repete em minha vida again e não só com a amiga-mestra. A grande maioria das pessoas que me cercam simplesmente adoram dar pitacos e elaborar teorias sobre o que devo fazer, produzir, viver, negar. Eu sou uma eterna promessa a ser cumprida e isso parece ter o efeito de fazer com os que convivem comigo, se sintam no direito de exigir sempre mais e mais e mais. Ninguém pergunta o que estou fazendo, o que estou querendo, o que estou sentindo. Eu sempre, para estas pessoas, acordo tarde demais, faço sempre menos do que posso, devo ou necessito.

E cansei, cansei, cansei...

Para vocês, então, em homenagem a essa exaustão, disponibilizo antes de destruir, alguns destes trabalhos, ele tratam de literatura, cartas, palavras, corpo, entre outras coisas. Blogs também. E sim, meu nome completo é Raquel Stanick. E eu sou uma viciada em desmoronamentos.


Título: Uma rosa para Mariana II

Técnica: Fotografia digital

Dimensões: 20x25

Ano: 2010


Título: Uma rosa para Mariana I

Técnica: Fotografia digital

Dimensões: 20x25

Ano: 2010


OBS: Esse trabalho trata do livro Cartas Portuguesas de Mariana Alcoforado. Escrevi uma parte da primeira carta de amor deste em pétalas de rosas (secas) e fotografei.

Título: S/ Título

Técnica: Fotografia digital

Dimensões: 20x25

Ano: 2010


Título: S/ Título

Técnica: Fotografia digital

Dimensões: 20x25

Ano: 2010


OBS: Estes trabalhos são uma brincadeira com as palavras que são inseridas digitalmente dentro de minhas fotografias, formando quase pequeninas poesias concretas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Partidas e chegadas


Bom, Luciana que é dona do meu corpo por motivos de dívidas não pagas, manda e eu obedeço. Então em comemoração ao meu retorno ao mundo virtual (todos gritem, batam palmas e assoviem!!!) e pelo motivo descrito na primeira frase deste post eu respondo ao que a dita-cuja me propôs. As regras, o mote e o presente são os descritos abaixo. Como dizia my friend das madrugadas, o Amauri: Vem comigo!

Mote: Partidas e chegadas... O que faz você feliz?,

Presente e Regras:

1 - Copie e cole o selinho na sua postagem;

2 - Conte o que lhe faz feliz, entre partidas e chegadas, simples assim!;

3 - Conte quem lhe presenteou, se possível adicionando o link para o blog;

4 - Indique 5 blogs para receberem o carinho e avise-os, para que eles possam continuar a brincadeira.

5 - Volte aqui e avise que já está participando, nesse mesmo post.

E aí vai...

Gosto de partir:

1- Quando não quero fingir intimidade depois de uma noite de sexo com um cara que não pretendo mais ver;

2-Quando estão varrendo o bar;

3- Quando tem alguém por quem eu estou apaixonada me esperando;

4- Quando tem gente que não gosto falando coisas que odeio;

5- Com o sol nascendo;

6- Com boas lembranças;

7- Na hora certa.

Gosto de chegar:

1- Na praia (se for Canoa Quebrada, melhor ainda!);

2- Num primeiro encontro com alguém por quem estou me achando apaixonada;

3- No bar em que marquei de tomar umas com os amigos;

4- A tempo de comprar pipoca antes da sessão de cinema começar;

5-Em Recife;

6-Numa livraria quando com grana ou numa biblioteca quando sem;

7- Perto.

Indico os blogs abaixo para continuar com o assunto e tal e coisa e coisa e tal:

1- O cronisias, do Fred. Duvido que ele o fará, mas a esperança é a última que morre.

2- Para Menina mentira, já que ela é uma das que me anima a chegar nos bares aqui da terrinha.

3- Caminhante Diurno, porque a que escreve é linda e me acha sexy.

4- Para o Léo, para que ele continue Discordando do mundo.

5- E para a amiga-esposa, of course.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Final

Como alguns poucos devem ter notado pela minha ausência aqui no blog, continuo sem acesso a internet. Mas ando também desconectada de tantas outras coisas importantes dentro de mim que nem sei se faz assim tanta diferença.

Enfim, final de período e vontade de chutar o balde e não terminar os milhões de trabalhos iniciados. Mesmo assim, vontade de pouca coisa. Ando pouquinha em muito.

E Domingo desabei. Não sei que espécie de vida eu queria de volta, mas era essa a frase que eu berrava entre lágrimas, no meio da rua, para a amiga-esposa, só o que sei é que naquele momento essa vida incluia dinheiro para táxi e para a cerveja da saideira.

E assim caminha a humanidade...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Amores

J. afirmou que as histórias contadas por ela tem sempre a mesma reação de minha parte. Repetidas vezes. Vivemos de rir juntas, pois. Amiga-esposa, I love you, xuxú! E vamos preservar as matas nativas (piada interna).
Depois de ebriamente e egoisticamente aconselhá-la numa mesa de bar a recomeçar do zero um blog qualquer, porque eu estava em processo de abstinência literária e não-literal, eis que ELA voltou, recuperou senha (roubada ou perdida?) e volta a me brindar com suas muitas vidas numa só. Amo muito tudo isso. Saúde, baby!
Cadê tú aqui na terrinha, sujeita? Amo também. E muito. Também.

Mais Caio

E para não perder o costume, mais uma de Caio.

"... eu não te defino nem te compreendo apenas sei que chegaste..."
Caio Fernando Abreu

Babá, baby.

Estou de babá hoje. E aproveitei, enquanto compartilhava do gosto musical de uma linda garotinha de seis anos, o que incluiu Justin Bieber (é esse o nome do menino cantor?) e terrores infanto-juvenis topetudos afins, para ler as revistas de adolescente da outra filha (a mais velha) da amiga-mestra.
Já dizia o ditado: Tá na chuva...
Enfim, estou quase de joelhos em agradecimento aos meus trinta e cinco anos, que me trouxeram rugas, celulites, estrias e uma extensa lista de canalhas carimbados no meu passaporte emocional e sexual. Acenderei velas e cantarei hinos à saia balonê, ao biquini verde-neon, ao batom boka-loka e aos Menudos.
Porque puta que los pari, se para minha geração não foi fácil ser adolescente, para essa é punk-rock-hard-core-trash-metal. Ao menos foi o que achei pelo que pude vislumbrar nesse meu mergulho antropo-teen-filosófico-revistal.
Outra coisa, que porra de moda é essa, pelo amor de dadá? Tudo assim, tão sem sentido. Alguém me faça um favor e diga a essas pobres, que elas vão sim, se envergonhar ao olhar as fotografias de sí mesmas daqui e vinte anos.
E porra, dá logo esse negozi. E não, não interessa com quem, você não vai ver sentir "ondas de prazer" na primeira vez. Sim, vai doer. Torça para acabar logo e parta rapidinho para as próximas.
E não, masturbação não dá pelo na mão. Nem na dele nem na sua!
É, tô velha, chata e sem paciência para xurumelas. Louvemos a isso!
P.S: Mas porque será que a pergunta "E se ele não ligar?" continua tão in? Mulheres! Hunf!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Lembrete

"Cuidado com as ilusões mocinha, profundas e enganosas feito o mar."
Caio Fernando Abreu

Rachaduras

Caio Fernando Abreu

Paixão não é dos meus sentimentos prioritários no momento. Mas entre trocas de nomes enquanto quase dormia e pessoa distante para quem reapareci, ela desponta meio assim, escondida como flor vagabunda entre as frestas do concreto que usei em abundância para me proteger do avanço de florestas e ervas daninhas. Em mim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mulheres e sofrimento

Terça-feira passada a dor me fez voltar ao hospital. Outra ultrassom, outros médicos impessoais.
Fui internada.
No quarto coletivo, mulheres e seus sofrimentos.
Havia uma menina de dezesseis anos, uma mulher de quarenta e um. Outras. Mais. Todas perderam ou estavam perdendo seus filhos como eu. Sentiam dor como eu. Como eu ficaram vinte horas sem comer até aparecer um anestesista que nos dopasse para arrancancarem os últimos resquícios de uma maternidade que não aconteceu. O nome disso é curetagem.
Quando acordei estava numa enfermaria com outras mulheres e seus recém-nascidos filhos. Quis ir embora, assinei um termo de responsabilidade e passei os últimos cinco dias em casa, quase sem me mexer.
Dor. Dor. Dor.
Ainda.
Acho que para sempre.
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